Como Encaminhar uma Mulher para o Viveiro da Promessa

Pequenos por escolha. Rigorosos por convicção.

Para quem é esta página

Esta página é para você: assistente social, psicóloga, delegada, conselheira tutelar, pastora ou qualquer profissional da rede de proteção que está avaliando se o Viveiro da Promessa é o encaminhamento certo para uma mulher sob seus cuidados.

Aqui você vai encontrar como funciona o nosso processo, o que oferecemos, quais são os critérios de admissão, e como iniciar um encaminhamento formal.

O que somos

O Viveiro da Promessa é um abrigo sigiloso de pequeno porte, de caráter cristão interdenominacional, voltado ao acolhimento temporário de mulheres em situação de violência doméstica e seus filhos.

Somos uma OSC (Organização da Sociedade Civil) fundada e operada de forma voluntária, atualmente em fase de implantação. Nossa capacidade inicial é de uma família por vez, com expansão progressiva prevista para até duas famílias simultaneamente.

Trabalhamos exclusivamente por encaminhamento de profissionais da rede de proteção. Não recebemos mulheres que chegam por conta própria sem referência institucional ou pastoral.

Perfil de admissão

Atendemos mulheres em situação de violência doméstica, encaminhadas por CRAS, DEAM, delegacia, Conselho Tutelar ou igreja parceira, que se enquadrem nos seguintes critérios:

  • Mulher adulta em situação de risco documentado ou avaliado
  • Filhos aceitos de qualquer gênero até 16 anos de idade
  • Disponibilidade para permanecer por até 90 dias
  • Ciência e aceitação do caráter cristão do espaço, que inclui devocional diário

O espaço não é indicado para mulheres com dependência química ativa, em crise psiquiátrica aguda sem acompanhamento, ou em situação que exija estrutura de saúde que não temos condições de oferecer.

Se houver vaga disponível, a pastora responsável vai pessoalmente ao local onde a mulher está para uma entrevista de triagem antes da admissão. Essa conversa existe para avaliar se o Viveiro da Promessa é o encaminhamento certo para aquela mulher específica, e se ela está em condições de cumprir os compromissos do acolhimento. Nem todo perfil é compatível com um abrigo de pequeno porte, e identificar isso antes da chegada protege a mulher, as demais residentes e a integridade do espaço.

O Viveiro da Promessa é um espaço de caráter cristão, com devocional diário como parte da rotina. Não exigimos que a mulher compartilhe dessa fé. Exigimos que respeite o ambiente. Mulheres de qualquer crença ou sem crença são bem-vindas desde que estejam dispostas a conviver com esse caráter sem resistência ativa.


Como avaliamos o risco

Toda admissão passa por uma avaliação de risco estruturada utilizando a Ficha FRIDA — Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida (CNMP/CNJ, 2019), co-assinada pela pastora responsável e pela parceira técnica.

A classificação é feita em três níveis: baixo, médio e elevado. A resposta de cada caso é proporcional ao nível de risco identificado. Casos de risco elevado têm protocolo de resposta específico e são priorizados.

Se você já tiver uma avaliação de risco prévia do seu serviço, compartilhe no encaminhamento. Isso agiliza o processo e evita que a mulher precise repetir sua história mais vezes do que o necessário.

O que oferecemos durante o acolhimento

O período de acolhimento tem duração máxima de 90 dias, prorrogável em situações excepcionais avaliadas caso a caso.

Durante esse período, a mulher tem acesso a:

  • Moradia segura em endereço sigiloso
  • Alimentação e itens de higiene
  • Acompanhamento pastoral semanal
  • Acompanhamento psicológico e social via parcerias técnicas
  • Apoio para regularização de documentos
  • Orientação para busca ativa de emprego e moradia
  • Encaminhamentos à rede pública de proteção: CRAS, Defensoria, saúde
  • Atividades de desenvolvimento: geração de renda, capacitação, jardinagem

A rotina da casa inclui devocional diário. A participação em atividades externas da igreja é voluntária.

O que esperamos da mulher

Toda mulher acolhida assina um Termo de Compromisso Mútuo que estabelece direitos e responsabilidades de ambas as partes. Os compromissos centrais pedidos a ela são o sigilo absoluto do endereço, a ausência de álcool e drogas, o respeito às demais residentes e à rotina da casa, e a participação ativa no seu próprio processo de reconstrução.

O desligamento pode ser voluntário a qualquer momento. Em caso de quebra grave de compromisso, o desligamento pode ser antecipado, sempre com garantia de destino seguro.

O que acontece na saída

A preparação para a saída começa no primeiro dia de acolhimento, não na última semana. Ao longo do período, trabalhamos com a mulher a construção de um Plano de Vida de Saída, que inclui destino, rede de apoio, encaminhamentos ativos e metas para os primeiros meses após o abrigo.

Quando possível, mantemos contato de acompanhamento nos 7 e 30 dias após a saída.

Como fazer um encaminhamento

O encaminhamento é feito exclusivamente por profissional da rede de proteção ou pastoral, com identificação da profissional responsável pelo caso.

Para iniciar, entre em contato pelo nosso canal de parceiros. Informe o nível de urgência percebido, o perfil geral da situação (sem dados identificadores pelo canal público), e seus dados de contato profissional. Retornamos com uma conversa reservada para discutir o caso.

Em situações de risco imediato, oriente a mulher a ligar 190 agora. Não espere o encaminhamento formal.

Transparência institucionaL

Nossos documentos fundacionais — Estatuto, Regimento Interno, Plano Operacional e protocolos institucionais — estão disponíveis na nossa página de transparência. Acreditamos que uma OSC bem documentada inspira confiança e pode ser um recurso para outras organizações que estão começando.

Duas informações permanecem sempre sigilosas: o endereço do abrigo e a identidade de todas as mulheres atendidas.

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“O Senhor te guiará continuamente, saciará a tua alma nas securas, e dará vigor aos teus ossos; e serás como um jardim regado, e como uma fonte cujas águas nunca faltam.” — Isaías 58:11